Mostrando postagens com marcador Comunidades da Área Pastoral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comunidades da Área Pastoral. Mostrar todas as postagens

11 de maio de 2017

Guadalajara -PE/ Comunidade de Nossa Senhora Auxiliadora

     A cidade de Paudalho é bem marcada pela história, suas terras começaram a ser exploradas no final do séc. XVI.  A região cresceu no impulso do cultivo da cana-de-açúcar e diversos engenhos estabeleceram-se na região.

Guadalajara -Paudalho-PE

     Assim as comunidades foram surgindo uma delas, a antiga Boa Vista, é hoje conhecida como Guadalajara. Encontra-se nas proximidades da rodovia por onde passou a duplicação da BR 408, Km 82, logo após a conhecida mata do antigo engenho São João que demarca as terras da cidade de Paudalho com a antiga Usina Tiúma  pertencente a cidade de São Lourenço da Mata.

Guadalajara-PE

 Devido o seu constante crescimento a comunidade divide seu espaço em vários territórios, parte dele pertenceu ao INCRA e também ao Engenho Mussurepe.  


   Com aproximadamente 16 mil habitantes, esta, é a primeira comunidade da cidade de Paudalho para quem vem do Recife.

    O catolicismo e o protestanismo são religiões presentes e, atuantes na comunidade que recebe como padroeira pela Igreja Católica; Nossa Senhora Auxiliadora.

D. Manoel dos Reis
  Segundo informações de algumas religiosas cristãs do local,  durante muitos anos as missas foram rezadas na comunidade em um terreno baldio, e no ano de  1991 deu-se inicio a construção da Igreja católica sob o comando do então responsável pela paroquia do Divino Espirito Santo da Cidade de Paudalho-PE, Pe. Manoel dos Reis de Fárias, que em 2017 se tornara Bispo emérito da diocese de Petrolina.


   O mesmo também foi o responsável pela escolha do nome e da imagem da Santa padroeira de Guadalajara, a mesma imagem que se encontra no presbitério da Igreja até os dias atuais.

Nossa Senhora Auxiliadora-Guadalajara-PE


    Em 4 de maio de 2011 a comunidade católica de Guadalajara passou a funcionar como Área Pastoral da Igreja e administrada pela Congregação de Santa Cruz (CSC).
   Para oficializar o funcionamento houve uma solene missa  no campo do Piabão presidida pelo então Bispo da Diocese de Nazaré na época, Dom severino Batista.
Pe. Zeca

     Onze comunidades foram integradas à  Área Pastoral de Nossa Senhora Auxiliadora que a partir de então recebeu como pároco o  Pe. José Carlos, mais conhecido como Pe. Zeca.


  No ano de 2015 a prefeitura da cidade de Paudalho doou um terreno para a construção da Igreja Matriz na comunidade, a solene missa para a benção da pedra fundamental para a construção  aconteceu no dia 18 de novembro do mesmo ano com a presença de D. Severino Batista, na época já atuante como Bispo emérito da Diocese de Nazaré, representantes da Congregação de Santa Cruz, representantes do poder público da cidade de Paudalho, Seminaristas e sacerdotes da Diocese de Nazaré-PE e, os fiéis.

Área Pastoral N. Sra. Auxiliadora- Diocese de Nazaré
   
Pe. Severino Gomes
Foto: site CSC

    Em 2016 Pe. Severino Gomes da Congregação de Santa Cruz (CSC)  assumiu a   direção da Área Pastoral de Nossa Senhora Auxiliadora, ajudando os fiéis a        fortalecerem a fé e a continuarem na caminhada cristã.



   A Igreja construída com muito esforço foi passando por algumas transformações com o passar dos anos mas, continua no mesmo endereço onde havia apenas um terreno baldio. 
Igreja de N. Sra. Auxiliadora -2017
 Fonte e fotos: Andréa Maria


A BATALHA DE LEPANTO


     A invocação a Nossa Senhora Auxiliadora deu-se inicio no séc XVI, quando o imperador dos turcos otomanos, após várias conquistas, organizou uma poderosa força naval para conquistar a Europa.

    Nesta época os turcos muçulmanos eram muito temidos, o grande líder dos turcos otomanos, Ali-Pachá, estava prestes a invadir a Europa através do estreito de Lepanto e, deixava um rastro de destruição do cristianismo por onde passava incendiando Igrejas, assassinando religiosos, violentando as crianças e as mulheres e destruindo cidades pelo simples fato de serem cristãs.

Papa Pio V
    A Igreja Católica passava por um momento muito difícil devido o inicio do protestantismo e com divisões dentro da Europa. 
   O Papa Pio V vendo o perigo, com um imenso esforço, conseguiu organizar uma Liga Santa constituída pelos países da Espanha, Veneza, Gênova, Savóia, Nápoles, Estados Papais e os Cavaleiros de Malta formando assim uma força naval com aproximadamente 208 navios e 80 mil soldados que ficou sob o comando de D. João da Áustria para salvar os cristãos da escravidão muçulmana.
   
   Mas, os otomanos possuíam mais de 120 mil soldados em 286 navios e mais de 12 mil cristãos escravizados para rema-los.
  Vendo que a situação era muito crítica todos os soldados cristãos confessaram-se,  jejuaram e rezaram o Rosário acompanhados de D. João da Áustria e do Papa durante três dias antes de partirem para a batalha.
   
Estandarte da Santa Liga
    A esquadra católica concentrou-se no golfo de Lepanto hasteando um estandarte de damasco de seda azul, ostentando a imagem do crucificado, tendo aos pés a armas do Papa, da Espanha, de Veneza e de D. João oferecido pelo Papa e no dia 07 de outubro deu-se inicio a maior batalha naval de todos os tempos.

   Os muçulmanos , que formados em meia-lua, desfecharam violenta carga enquanto os católicos lutavam bravamente revestidos de sua fé prontos a darem suas vidas por Deus e, após poucas horas de um violento e  sangrento combate os soldados cristão começaram a temer a derrota que traria sérias consequências para a Civilização Cristã europeia.

  De repente os otomanos bateram em retirada assustados e a batalha que parecia perdida, transformou-se em vitoria.  Mais de 90 navios otomanos foram afundados ou incendiados  e 130 capturados, quase 9 mil otomanos foram capturados e 25 mil pereceram. Enquanto as perdas católicas ficaram em cerca de 8 mil homens e 17 navios.
   Esta batalha representou o fim da expansão islâmica no Mediterrâneo
Batalha de Lepanto
       Os otomanos presos confessaram que, durante a batalha, uma brilhante e majestosa Senhora apareceu no céu fazendo ameaças para eles e causando muito pavor que começaram a fugir.

  Ao voltarem os soldados cristão ficaram sabendo que enquanto estavam na batalha em águas de Lepanto, o Papa Pio V pediu aos fiéis que rezassem o Rosário de Nossa Senhora.
    Foram feitas  procissões, jejum e orações nas intenções de proteger e abençoar os soldados que estavam na batalha e que na hora da vitoria o Papa teve uma visão pela qual ficou sabendo da vitoria dos soldados de Cristo anunciando a mesma ao povo.

   Em agradecimento o Papa introduziu a invocação Auxilio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora dando também a Ela o título de Maria Auxiliadora ou Nossa Senhora Auxiliadora.

A FESTA DEVOÇÃO A NOSSA  SRA. AUXILIADORA

Papa PioVII
      A festa a N. Sra. Auxiliadora só foi instituída em 16 de setembro de 1816 pelo Papa Pio VII.
    Após a batalha a Liga Santa foi desfeita e, Napoleão I queria dominar os estados pontifícios, sendo excomungado pelo Papa. O Papa foi então sequestrado e levado para a prisão na França onde ficou preso por 5 anos sofrendo todas as especies de humilhações.
   O pontífice pediu para que todos os cristãos rezassem a N. Sra. Auxiliadora e logo Napoleão I perdeu o trono e o Papa foi libertado.

   Em 24 de Maio de 1814 Pio VII recuperou seu poder pastoral e     Napoleão foi obrigado a assinar a abdicação do palácio onde aprisionou o pontífice.
   Como agradecimento a Santa Mãe de Deus o Papa criou a festa de N. Sra. Auxiliadora fixando a data  no dia de sua entrada triunfal em Roma Dia 24 de Maio.

   Mas foi Dom Bosco, fundador da Congregação Salesiana, quem espalhou a devoção a Nossa  Senhora Auxiliadora.
    E no dia 17 de Maio de 1903, por decreto do Papa Leão XIII, a imagem que se venera no Santuário de Turim foi solenemente coroada.

OS SÍMBOLOS DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA AUXILIADORA

 A imagem de Nossa Senhora Auxiliadora foi confeccionada de acordo com a descrição dos muçulmanos  presos. Ela é rica em símbolos e significados.


  A COROA simboliza sua realeza.

  O MANTO AZUL simboliza sua origem celestial e também a verdade pois, muitos dos muçulmanos que a viram sobre os navios se converteram tendo a certeza que a  verdadeira fé.

  A TÚNICA VERMELHA simboliza o sangue de Cristo, sua paixão e morte.

  O CETRO NA MÃO DIREITA  simboliza seu poder real de intercessão. A cruz na extremidade superior do cetro significa que o poder de Nossa Senhora não provém dela mas, de Jesus Cristo.

  A CORA DO MENINO JESUS simboliza a realeza de Jesus e também sua bondade, misericórdia do amor e do perdão.

  A TÚNICA AMARELA DO MENINO JESUS simboliza a luz e a divindade de Jesus Cristo.

  O MANTO VERMELHO DO MENINO JESUS simboliza o sangue e o sofrimento de Jesus pela humanidade,  é um anuncio de sua paixão que se repete no sacrifício da Santa Missa

Nossa Senhora Auxiliadora é padroeira da Austrália. e também conhecida como Auxiliadora Protetora do Lar.
Fonte: Google


" De Todas as Crianças e Adolescentes do Mundo, sempre Amigos!"

17 de fevereiro de 2017

MUSSUREPE - PE - Comunidade de SÃO GONÇALO DE AMARANTE

              A cidade de Paudalho é bem marcada pela história, suas terras começaram a ser exploradas no final do séc. XVI.  A região cresceu sob o impulso do cultivo da cana- de- açúcar e diversos engenhos estabeleceram-se na região.
Mussurepe - Paudalho -PE

           O primeiro registro é do Engenho Mussurepe, instalado por volta de 1630. Situado a margem esquerda do rio Capibaribe com extensas terras e matas foi levantado por João Lourenço Franco, proprietário, morador / rendeiro. 
      Depois o Engenho passou a pertencer a Manuel Gonçalves de Souza casado com Izabel Dias Videira que, depois de viúva, vendeu 5 mil braças de terras ao Mosteiro de são Bento  de Olinda em 1695, e sob a invocação de São Gonçalo  os Beneditinos mantiveram a posse até 1908. 
Mosteiro de São Bento-Olinda

     A existência do engenho é confirmada através do livro do tombo do referido mosteiro, publicado em comemoração ao duplo tricentenário das batalhas dos montes Guararapes.

   Depois  Antonio Luiz da Silva arrendou as terras e passou a ser o novo proprietário, supõe-se que até então os proprietários e moradores tenham usufruíam da agricultura e criação de animais.

   Em seguida o engenho passou a ser propriedade de Herculano Bandeira de Mello (coronel) casado com Ana Joaquina Cavalcante de Mello, pais do politico pernambucano Herculano Bandeira de Mello.

Usina Mussurepe - 1958
        A Usina de cana de açúcar foi fundada em 1911 por Herculano Bandeira de Mello ( pai ). Após a
morte do fundador, a usina passou a pertencer aos filhos Raul Bandeira de Mello e Herculano Bandeira de Mello Filho ( político).
  
       Em 1929, sob a direção de Raul Bandeira , a usina possuía 3 propriedades agrícolas; Itaboraí, Condado e Macacos, com capacidade total de produção  de mais de 12,000 toneladas de cana e outros mais 18 fornecedores com capacidade para 70.000 toneladas. Tinha uma ferrovia própria de 40 km, 2 locomotivas e 60 vagões para o transporte de cana, açúcar, álcool e combustível e também usava carros-de-boi e caminhões. Possuía uma vila operária com 60 casas, 2 escolas, uma diurna e outra noturna.
Raul Bandeira de Mello
Herculano Bandeira de Mello
 (politico)

Pe. Antônio Melo
            Por causa das dificuldades financeiras a usina foi vendida à Cooperativa Agrícola Tiriri, sendo administrada por um período pelo Padre Antônio Melo Costa ( Pe. Melo), um dos principais idealizadores e fundadores da cooperativa. A crise continuou e o padre foi afastado do comando e um grupo liderado por Clóvis Monteiro assumiu a administração. No entanto a Usina não prosperou tendo que parar suas produtividades.

     Segundo Genésio Ribeiro da Silva, ex-escriturário da usina, Mussurepe fechou devido a má administração. A última moagem foi no dia 21 de Dezembro de 1993, parte da usina foi comprada por um pessoal de Araraquara e, outra parte foi para o Ceará e está na fabrica de aguardente Ypioca. 

      
        A Estação de Mussurepe, a qual atendia a usina açucareira, hoje se encontra também desativada servindo apenas como ponto de parada para os moradores que ainda residem no local.
Antiga Estação de Mussurepe

Bica de Mussurepe
       Bica de Mussurepe é um ponto de lazer para alguns frequentantes, o entorno da bica é formado por vegetação rasteira, arbustiva. Os afloramentos rochosos existentes permitem a formação de pequenas piscinas naturais.

    Apesar da bica não ser natural é resultante do sangradouro da barragem do Riacho Itaboraí e possui uma altura aproximada de 2,5m.


(Fonte: digitalizacao.fundaj.gov.br,atrativope.blogspot.com.br,/
estacoesferroviarias.com.br,/ padreantoniomelo.blogspot.com.br. 
basilio.fundaj.gov.br,/reporterbrasil.org.br.)


SÃO GONÇALO DE AMARANTE

         Quando o Mosteiro de São Bento de Olinda comprou parte das terras do Engenho Mussurepe em 1695,  os Beneditinos mantiveram a posse durante 213 anos sob a invocação de São Gonçalo.
         Gonçalo Amarante nasceu no final do sec, XII, no ano de 1200,em Portugal. De família nobre concluiu seus estudos sob os cuidados dos monges beneditinos, foi ordenado sacerdote e tornou-se pároco da Abadia de São Paio de Riba-Vizela (Portugal), onde exerceu intensamente o ministério durante alguns anos de forma incansável. Até que decidiu visitar, como peregrino, Santiago de Compostela, Roma e a Terra Santa, confiando a paroquia ao seu sobrinho voltando a mesma 14 anos depois.
          Ao voltar ficou desolado com o estado de sua paroquia, mal dirigida por seu sobrinho que, além de tudo o maltratou e o escorraçou conseguindo também, mediante documentos falsos, provar ao então Bispo que o verdadeiro Gonçalo falecera.
    Gonçalo tornou-se um ermitão e construiu uma capela  dedicada a Nossa Senhora, num lugar ermo, junto ao rio Tâmega, local onde hoje se encontra a cidade de Amarante. Durante o tempo que lá permaneceu ele continuou exercendo suas funções sacerdotais junto a população da redondeza.
          Desejando aperfeiçoar-se cada vez mais nas virtudes cristãs suplicou a Virgem Maria que lhe mostrasse o caminho da perfeição, até que Nossa Senhora lhe apareceu e o aconselhou a tomar o habito de São Domingos. Seguindo as orientações da Virgem Gonçalo fez o noviciado e após solene profissão pediu para voltar ao eremitério de Amarante, onde com a ajuda de um companheiro dominicano prosseguiu sua vida evangélica e criativa.

    O Rio Tâmega era muito perigoso, principalmente no inverno, e dificultava a vida dos moradores e paroquianos. Então, Frei Gonçalo resolveu edificar uma ponte, conforme o local  indicado por um Anjo. Essa obra foi considerada na época algo impossível, mas com a ajuda dos habitantes local e da vizinhança Frei Gonçalo arrecadou o suficiente sendo o arquiteto da obra, na qual empregou o melhor de seus esforços.

         Segundo a tradição Frei Gonçalo era muito alegre, tocava viola e sua alegria era contagiante. Promovia festas familiares com danças e modas de viola, vestia-se com as roupas dos camponeses e operários da época.
        Através de seus bailes impediu que muitas jovens se prostituíssem para sobreviver  e assim todas conseguiam bons casamentos.
       Conta-se que ele para reabilitar as prostitutas, vestia-se de mulher e dançava e cantava com elas durante toda noite. Ele entendia que as mulheres que participasse dessas danças aos sábados não cairiam na tentação no domingo, assim com o tempo, se converteriam e se casariam.
          Porém em seus sapatos ele colocava pregos como penitencia, daí o surgimento da dança de São Gonçalo, ninguém sabia o porque dele dançar todo torto. Ele também tem uma grande fama de casamenteiro, de acordo com a lenda, a mulher que tocar no tumulo de São Gonçalo de Amarante que está enterrado em Portugal, terá um casamento garantido e feliz por isso ele é invocado como padroeiro das mulheres que desejam um bom casamento..
       Ele morreu a 10 de janeiro de 1259 no seu humilde leito de palha e foi beatificado pelo Papa Julio III em 1561 sendo canonizado por Clemente XI.
Mesmo não sendo oficialmente canonizado pela Igreja Católica, ele é tido como santo pelo povo e venerado como tal.
      Na realidade, é considerado beato pela Igreja e a forma correta de denominar é Beato Gonçalo de Amarante. 


      Em 1540, João III, rei de Portugal, determinou erguer o grandioso templo e convento no local onde era a primitiva ermida,   é o monumento histórico da cidade de Amarante que existe até hoje.

         No Brasil ele é considerado padroeiro da cidade carioca de São Gonçalo de Amarante e de outras no Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Mato Grosso, Piauí e de outros Estados brasileiros.


       São Gonçalo também é considerado o Santo protetor dos ossos, dos violeiros, remédios e contra as enchentes. Em Portugal seu dia é celebrado em 7 de Junho, no Brasil,  em 10 de Janeiro.



    DANÇA DE SÃO GONÇALO


         A Dança de São Gonçalo tem origem portuguesa desde o séc. XIII, chegou ao Brasil no inicio do séc. XVIII e, atualmente pode ser encontrada em vários estados do País de acordo com as características próprias da região. Antigamente era realizada no interior das Igrejas de São Gonçalo, no Brasil o primeiro registro dessa festa foi feito em 1718 na Bahia.
           Hoje a dança é organizada pelo pagador de promessa a São Gonçalo. O promesseiro organiza a função, administrando todo o processo necessário para a realização do rito que desenvolve-se diante de um altar com a imagem do Santo e outros de devoção do promesseiro.

        Os dançarinos se organizam em duas fileiras, uma para os homens, outra para as mulheres, voltadas para o altar.Cada fileira é encabeçado por violeiros, mestre e contramestres que dirigem o ritual.
     A dança é divididas em partes chamadas "volta", e varia entre 5 a 21 "volta", sempre números impares. Entre cada "volta" há interrupção e todos aproveitam para se servir de iguarias oferecidas pelo promesseiro.



        As "voltas" são desenvolvidas com os violeiros cantando, as duas vozes. louvam a São Gonçalo, enquanto os dançarinos sapateiam nas fileiras num ritmo acentuado, dirigem-se em dupla até o altar, beijam o santo, fazem a genuflexão e saem sem dar as costas para o altar ocupando os últimos lugares nas suas fileiras.
 
         Cada "volta" pode durar 40 minutos ou mais dependendo do números de dançarinos. Na ultima " volta", forma-se uma roda onde o promesseiro a dança carregando a imagem do santo, retirada do altar.
      Se houver mais de um pagador de promessa e mais de uma imagem, todos carregam simultaneamente as imagens. Se houver apenas uma imagem para vários promesseiros o santo vai passando de mão em mão. Enquanto isso os dançarinos agitam lenços brancos.
      No Paraná as "volta" são chamadas de " despontam", "marca-passo", "parafuso", "confissão", "casamento".


    Em Minas Gerais a dança é desenvolvida por pares de moças vestidas de branco, levando um grande arco franjado com uma coreografia constando de evoluções com os arcos. O movimento das rodas é ordenado pelo "marcante", unica figura masculina presente, e acompanhada pela musica de viola, sanfona e caixa.    Após a missa matinal as moças saem pelas ruas em cortejo, cantando loas ao santo casamenteiro. a dança se estende pela noite em frente as Igrejas ornamentadas pelos arcos de flores e iluminadas por velas.

       Em Alagoas, a dança incorpora elementos litúrgicos, as moças também usam branco e forma duas colunas ao som dos tocadores.
       Em Pernambuco as moças vestem saias azuis e blusas brancas, já na Bahia a indumentária é livre.
       Em Sergipe a dança foi usada para atrair os fiéis à Igreja e é executada em  9 rodas, divididas em 13 partes com coregrafias diferenciadas.
    No povoado de Mussuca no município de Laranjeiras, em Sergipe, a dança é executada só por homens a única mulher presente tem o papel de carregar o santo.
   A dança, no seu desenrolar, é demorada e há sempre o máximo de respeito. No lugar onde está sendo realizada, não se fuma, não bebe nenhuma bebida alcoólica, não se oferece dinheiro ou mantimentos ao santo nem se faz qualquer outra oferta. Paga-se a promessa apenas com a dança enfeitando o altar ou amarrando fitas ao santo.
       O violeiro também é considerado marinheiro pela gente da beira-mar e, ai daquele que zombar da dança.
(Fonte: Google)
"De Todas as Crianças e Adolescentes do Mundo, sempre Amigos!"

CURSO DE INICIAÇÃO BÍBLICA INFANTIL

            Conheça o nosso Curso de Iniciação Bíblica Infantil!      Este curso foi cuidadosamente elaborado para oferecer às crianças...